Pesquisadores desenvolveram uma ferramenta de IA que, a partir de uma simples foto do rosto, tenta estimar a idade biológica e até o prognóstico de sobrevida de pacientes com câncer. A ideia é dar aos médicos mais um dado para calibrar tratamentos, especialmente em quem aparenta ser mais ‘velho’ do que a idade no documento.
A promessa é interessante, mas pede cautela. Treinar modelos para ler a saúde no rosto esbarra em vieses conhecidos, já que esses sistemas costumam errar mais com certos grupos étnicos. E tem o óbvio: imagine uma tecnologia dessas na mão de seguradoras ou empregadores.
No contexto certo, como apoio à decisão clínica, pode ajudar. Fora dele, vira um pesadelo de privacidade e discriminação. O resultado depende menos da IA e mais de quem controla o botão.
Via USA Today.
Fonte: USA TODAY · Imagem de capa: USA TODAY
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