O Financial Times publicou uma reportagem com dados que devem incomodar quem aposta no público jovem como motor de adoção da IA. Uma fatia crescente de adolescentes e jovens adultos descreve a tecnologia como mais prejudicial do que útil, citando impacto em educação, saúde mental e perspectivas de emprego.
É uma virada e tanto em relação ao otimismo do início do boom dos chatbots. Parte do desconforto vem da experiência direta: provas invadidas por trapaça com ChatGPT, redes sociais inundadas de slop gerado por IA e a sensação de que vagas iniciais estão sendo automatizadas antes mesmo deles entrarem no mercado.
O dado contrasta com o discurso de OpenAI, Google e Meta sobre uma nova era de produtividade. Se quem deveria ser o usuário nativo está desconfiado, talvez o problema não seja só de comunicação.
Via Google News.
Fonte: Google Notícias · Imagem de capa: Google Notícias