Circula uma denúncia incômoda: para digitalizar acervos rapidamente, algumas empresas estariam cortando lombadas e picotando livros raros, transformando obras físicas insubstituíveis em folhas soltas mais fáceis de escanear. O objetivo, claro, é alimentar modelos de IA com texto de qualidade.
É o tipo de coisa que soa como progresso, mas tem um custo cultural difícil de reverter. Um exemplar raro destruído não volta. E vale lembrar: nenhuma empresa está imune a essa lógica de quero tudo, e quero agora, seja OpenAI, Google, Meta ou qualquer outra faminta por dados.
O que fica é a pergunta desconfortável: até onde vale sacrificar patrimônio histórico pela próxima versão de um chatbot? Digitalizar preservando é possível — só é mais caro e mais lento.
Via Hacker News.
Fonte: X (formerly Twitter) · Imagem de capa: X (formerly Twitter)
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