O Papa Leão lançou uma encíclica extensa tratando de inteligência artificial e mirou direto nas big techs. O texto critica a concentração de poder, a falta de prestação de contas e o impacto social de sistemas que ninguém de fora consegue auditar. Não é exatamente novidade no debate, mas vindo do Vaticano ganha outro peso simbólico.
Vale notar que o documento não demoniza a tecnologia em si. A preocupação é com quem controla, como decide e para quem serve. É uma posição mais sofisticada do que a caricatura religiosa que muita gente do Vale do Silício gosta de pintar quando recebe críticas.
Resta saber se algum CEO vai ler além do título. Histórico recente sugere que não, mas pressão moral, somada à regulatória que já vem da UE, talvez force alguma mudança de tom.
Via NPR via Google News.
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