Na Geórgia, um data center consumiu cerca de 30 milhões de galões de água sem que autoridades locais percebessem a escala. O alerta não veio de relatório ambiental nem de auditoria: veio de moradores reclamando que a água da torneira estava saindo fraca.
O caso expõe uma falha de fiscalização que está virando padrão. Estados disputam quem oferece mais incentivo fiscal para atrair gigantes de nuvem e IA, mas raramente exigem transparência sobre quanto desses recursos vai sair dos aquíferos compartilhados com a cidade. Quando o consumo aparece, já virou problema.
A indústria gosta de falar em eficiência por token e em compromisso com sustentabilidade. Enquanto isso, na vida real, a conta da água do treino do próximo modelo está sendo paga por gente que nem usa ChatGPT.
Via Politico.
Fonte: www.politico.com · Imagem de capa: Foto de Glenov Brankovic no Unsplash