O diretor do FBI, Kash Patel, declarou que está usando inteligência artificial ‘em todos os lugares’ na agência e que a tecnologia já teria impedido tiroteios em escolas nos Estados Unidos. Detalhes? Nenhum. Métricas? Também não.
O problema com esse tipo de declaração é duplo. Primeiro, atribuir prevenção a uma ferramenta sem mostrar dados é o tipo de marketing que confunde política de segurança com tech demo. Segundo, IA aplicada a vigilância e ‘predição de crimes’ tem um histórico bem documentado de falsos positivos, viés racial e abusos — temas que costumam sumir quando o discurso vira heroico.
Vale a cobrança: quais sistemas? Que dados? Quem audita? Sem isso, fica difícil separar uso responsável de teatro tecnológico com distintivo federal.
Via The Independent.
Fonte: The Independent · Imagem de capa: The Independent